O Grupo Andaime Teatro foi fundado em 1986 com o propósito de promover investigações e experimentações nas artes cênicas. A iniciativa nasceu da inquietação criativa dos atores Antonio Chapéu e Carlos Jerônimo, integrantes do Setor de Teatro da Universidade Metodista de Piracicaba, criado em 1980. Ao completar uma década de existência, em 1996, o Andaime iniciou um novo ciclo de pesquisa e criação que resultaria em obras fundamentais de sua trajetória, aprofundando os estudos sobre as raízes culturais da região de Piracicaba e reconstituindo memórias locais por meio de relatos, lembranças e histórias não registradas oficialmente. A criação coletiva, marca do grupo, tornou-se não apenas método, mas filosofia de trabalho. Foi nesse contexto que nasceu o espetáculo Lugar onde o Peixe Pára, com roteiro e direção de Carlos ABC, que estreou em 1996. O texto, de autoria coletiva, mergulha no universo caipira e revela o cotidiano daqueles que vivem às margens do rio, trazendo à tona os mitos e simbologias desse território. Com mais de 82 apresentações, o espetáculo já foi assistido por mais de 35 mil pessoas em mais de 30 cidades de seis estados brasileiros. Em 1999, cruzou o oceano e foi encenado na Itália, no Teatro Comunale di Tesero, região de Trento, como parte de um intercâmbio cultural com o Centro de Pesquisas Cênicas “Non Solo Danza”. A montagem foi reconhecida com 48 prêmios e 40 indicações nas categorias de atuação, direção, trilha sonora, cenário, figurino, iluminação, texto inédito, além de sete prêmios de melhor espetáculo em diversos festivais nacionais.
Em 2000, o grupo estreou Nonoberto nonemorto, texto de Luís Alberto de Abreu. Fruto de uma pesquisa realizada tanto na Itália quanto nos bairros piracicabanos de Santana e Santa Olímpia — comunidades de imigração tirolesa/trentina — o espetáculo constrói uma comédia humana repleta de memória e afetividade. Com mais de 20 mil espectadores, a peça foi premiada como segundo melhor espetáculo na fase final do Mapa Cultural Paulista em 2002, além de receber importantes reconhecimentos nos festivais de Florianópolis, Blumenau, Americana e Pindamonhangaba. Três anos depois, em 2003, o Andaime estreia Comovento, resultado de uma extensa pesquisa sobre o circo-teatro no Brasil. Em parceria dramatúrgica com Luís Alberto de Abreu, o grupo constrói uma narrativa densa e poética que ultrapassa os limites do universo circense para abordar, de forma tocante, a condição humana e a existência do artista. A montagem foi premiada no 18º Festival Nacional de Teatro de Blumenau e no FESTE – Festival de Pindamonhangaba. Em 2008, nasce As Patacoadas de Cornélio Pires – uma estrepolia musical em dois atos e uma chegança, com direção e dramaturgia de Luiz Carlos Laranjeiras. O espetáculo é fruto de uma pesquisa anterior à criação de Lugar onde o Peixe Pára, aprofundando-se na obra de Cornélio Pires e na cultura caipira paulista. A encenação mescla recursos do teatro musical com elementos autênticos do folclore, ampliando a visão do teatro folclórico para além dos regionalismos, tocando em arquétipos universais presentes na experiência humana. A peça fez temporada em Recife durante a Copa do Mundo de 2014 e circulou por 10 cidades paulistas em 2018, com apoio do ProAC.
Em 2021, o grupo lança Massapê, um experimento cênico audiovisual com direção de Thiago Altafini, atuação de Antonio Chapéu e direção cênica de Rogério Tarifa. A trilha original é assinada por Domingos de Salvi, com cenografia e figurinos de Carlos ABC e participação especial da Família Silva. O filme é uma viagem poética pelas memórias da migração da família Silva, do interior de Minas Gerais até Piracicaba, em busca de melhores condições de vida no corte da cana. A narrativa mescla lembranças pessoais, causos locais e ecos da obra de Guimarães Rosa, homenageando os trabalhadores que moldaram, com suor e esperança, o solo do interior paulista. Heróis populares que inspiram e refletem a própria trajetória do artista coletivo e resistente que o Andaime representa. Em 2022, o grupo idealizou o Curso Livre Andaime Teatro, fundamentado em sua metodologia e filosofia de trabalho, oferecendo formação continuada para jovens de diversas idades em Piracicaba. Atualmente, o curso conta com cerca de 40 alunos matriculados. No ano de 2023, o grupo estreou dois novos espetáculos. O primeiro, Seja como Flor – Por que deixamos o mundo nas mãos dos maus?, tem como base composições poéticas de Luiz Carlos Laranjeiras, que ao longo da vida vem entrelaçando suas vivências artísticas e pessoais em textos profundamente humanos. A direção artística e musical é do próprio Laranjeiras, e o espetáculo reafirma a força do teatro como ferramenta de beleza, denúncia e transformação. No mesmo ano, estreou Quem Morreu?, sob direção de Ésio Magalhães, artista com vasta experiência na linguagem da palhaçaria. A montagem traz em cena três atores veteranos e reconhecidos da cidade — Antonio Chapéu, Carlos Jerônimo e Jorge Lode — e conta com cenografia e figurinos assinados por Carlos ABC.
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